BrancaVision, a maior série do mundo

Minha avó morava em Nova Iguaçu, cidade da Baixada Fluminense onde, por conta disso, eu passei parte de uma deliciosa infância. Para mim, atravessar a cidade para encontrar minha avó, minha tia e meus primos, que moravam juntos, era algo mágico, praticamente um ritual de passagem para a diversão em família. Além disso, Nova Iguaçu é uma cidade muito mais preta do que o bairro da Freguesia de Jacarepaguá da minha infância. Chegar lá sem a existência, ainda, da Linha Amarela era uma aventura, mas cada bairro pelo qual a gente passava até desembocar na Avenida Brasil e na Via Dutra, para mim, era uma viagem. Então, em 1997, vimos que criariam a tal Linha Amarela, via que diminuiria a duração da nossa chegada na Baixada em uma hora e meia. Assim, o fascínio com o trajeto que entrecorta ruas, avenidas e vias das zonas Oeste e Norte do Rio foi substituído pelo da rapidez. Fiquei feliz, muito feliz com a criação da via. Eis que, ao comentar, entre amigos e colegas, a novidade, um deles, com uma indefectível cara de nojo, disse:

ACERVO DE COMUNICAÇÃO DECOLONIAL, INTERSECCIONAL, ANTIRRACISTA, CIDADÃ E COMUNITÁRIA ATUALIZADO POR MEMBRES DO COLETIVO PRETARIA. UM PROJETO DO PRETARIA.ORG

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