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“Vulnerabilidade Logo Adiante”.

A questão da mulher negra e forte é problemática.

Fechando esse ano de 2019 e começando a nossa nova década, gostaria de (re)lembrar todas e todos nós da necessidade de aceitar a nossa vulnerabilidade, pois ela não deve ser vista como um sinal de fraqueza, mas, sim, de força.

A vulnerabilidade e a humildade se espelham uma na outra. É necessário que nós sejamos mais vulneráveis conosco.

Morando no Reino Unido, eu tive a oportunidade de questionar um estereótipo que fez parte da minha criação.

Eu fui criada por mulheres negras e fortes, de três gerações diferentes. Elas representam uma fortaleza para mim e para elas mesmas também. Mas o mantra sempre foi o de trabalhar duas, três ou até mesmo quatro vezes mais (e melhor) do que as/os demais.

Por mais que essas lições tenham sido resultado de observação e conscientização de que, infelizmente. nós somos a “carne mais barata do mercado”, hoje eu posso constatar esse estereótipo na saúde mental de muitas mulheres negras na diáspora. A opressão sistemática, mais uma vez, é a raiz do problema.

Em 2020 eu irei abordar esse tema de uma maneira holística, mas por enquanto eu vou compartilhar três estratégias que eu venho utilizando para honrar a minha vulnerabilidade, sem me expor.

A primeira estratégia é a música. Uma ferramenta poderosa. Quando preciso me reconectar, me debruço inteiramente em criar playlists no Spotify, pesquisando artistas e tentando compreender melhor as suas histórias. O que lhes motivou a compartilhar a sua arte com o mundo; a leveza com a qual eles demonstram a sua vulnerabilidade. Escolho músicas de artistas de forma diversa e todas têm o poder de revigorar nossas energias. Segue aqui o link da minha playlist atual.

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A minha segunda estratégia é a leitura. Uma em especial veio como um presente de Natal. Ganhei um livro com uma coleção de poesias, “Somebody Give this Heart a Pen” (“Alguém dê uma caneta a este coração), da Sophia Thakur. Recomendo a leitura. Nas suas poesias, Sophia explora as diferentes etapas do nosso crescimento e reconhecimento da nossa vulnerabilidade, encarando-a não como fraqueza, mas, sim. como força. A artista também tem uma canção chamada “Kusami”, que está na playlist.

A minha terceira e última estratégia — e a que eu recomendo com mais vigor — é a Yoga. Eu pratico em casa mesmo, no meu quarto ou na sala. E sigo a melhor mestre de Yoga que eu conheço, a aliada Adriene Misher. Adriene tem um canal no YouTube com vários videos diferentes (e todos gratuitos). Adriene estará começando um programa de 30 dias no dia primeiro de Janeiro de 2020 chamado “Home” (Casa): cada dia ela publicará um novo vídeo e eles serão todos gratuitos — participe!

Tudo isso para reiterar que nós devemos nos respeitar e fazer tudo aquilo que nos faz bem. Desejo à vocês um ótimo 2020!

Written by

ACERVO DE COMUNICAÇÃO DECOLONIAL, INTERSECCIONAL, ANTIRRACISTA, CIDADÃ E COMUNITÁRIA ATUALIZADO POR MEMBRES DO COLETIVO PRETARIA. UM PROJETO DO PRETARIA.ORG

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