Se é amor, invade e não é fim: Malcolm&Marie, amar, fantasias, vida e pertencimento

Este será um texto evidentemente influenciado pela leitura de Tudo sobre o amor: novas perspectivas (Editora Elefante, 2021), de bell hooks. Pensava eu. Ainda será, mas não prometerei nuances mais diversas. Escolhi tecer breves (isto é, de fato, um cachimbo, recordam a coluna passada?) palavras a respeito de Malcolm&Marie (Netflix, 2021), produção estrelada por Zendaya e John David Washington (“BlacKkKlansman”; “Tenet”) em cartaz no streaming. Replico Bethânia na súplica, e não mais falarei do Brasil. Não há, ou haverá, crise ética deflagrável da normalização (forclusa, porque neurótica à brasileira, já dizia Lélia Gonzalez) de massacres e crimes históricos (dos Quinhentos aos Oitocentos escravista e dos Novecentos ditatoriais) frente ao genocídio negro e indígena continuado na/pela Covid-19. Embora não vá silenciar, recolho-me na tentativa de mitigar, a nível cotidiano, efeitos materiais e emocionais, e organizar politicamente a raiva na macropolítica. 2022 está acontecendo.

ACERVO DE COMUNICAÇÃO DECOLONIAL, INTERSECCIONAL, ANTIRRACISTA, CIDADÃ E COMUNITÁRIA ATUALIZADO POR MEMBRES DO COLETIVO PRETARIA. UM PROJETO DO PRETARIA.ORG

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